Uma mulher branca fala ao microfone em um auditório. Ela é loira e está de moleton e calça pretas sobre uma blusa verde. Ao fundo aparece um datashow com  os dizeres  “A Musicoterapia na Educação Especial: possiblidades e desafios. ao centro do datashow aparece em fotografia um grupo de seis pessoas estudando musicoterapia.
 No dia 4 de outubro, a musicoterapeuta Camila Fernandes Figueiredo – que integra o quadro de servidores do Centro de Educação Física e Cultura (Cefic) da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) – participou do II Seminário de Musicoterapia de Santa Catarina, realizado na FURB, em Blumenau. O evento foi promovido pela Associação Catarinense de Musicoterapeutas (ACAMT), em parceria com a União Brasileira das Associações de Musicoterapia e a própria universidade, reunindo profissionais e estudantes para um dia de reflexões e trocas sobre as perspectivas de formação e atuação na área.

Durante o seminário, Camila apresentou a palestra “A Atuação do Musicoterapeuta na Educação Especial”, destacando práticas, desafios e possibilidades da musicoterapia nos Centros de Atendimento Educacional Especializado (CAESPs) de Santa Catarina e também com o público atendido pela FCEE. A exposição enfatizou o papel da música no desenvolvimento cognitivo, emocional e social de pessoas com deficiência.

Realidade consolidada na FCEE

Além da palestra, Camila também apresentou o trabalho “A Musicoterapia na Educação Especial: uma revisão narrativa e o panorama atual em Santa Catarina”, desenvolvido em parceria com a pedagoga especialista Kelly Christina Gelsleuchter. A pesquisa ofereceu uma análise crítica sobre o cenário da musicoterapia no estado, com foco nos atendimentos realizados nos CAESPs. Camila também atuou como coordenadora da sala de apresentação de trabalhos, contribuindo para a organização e mediação das exposições.

“Minha participação no seminário representou uma oportunidade significativa de divulgar práticas voltadas à educação especial e também de promover o diálogo interdisciplinar e fortalecer a rede de atuação da musicoterapia em Santa Catarina”, enfatiza Camila.

A musicoterapeuta destaca ainda que a atuação do musicoterapeuta na educação especial é uma realidade consolidada na FCEE, especialmente no que se refere ao serviço prestado nos Caesps e nas instituições parceiras em todo o Estado de Santa Catarina. “Contudo, a consolidação desse serviço exige não apenas a atuação prática, mas também a reflexão teórica, a pesquisa e a definição clara de diretrizes que sustentem a Musicoterapia como um serviço técnico, especializado e alinhado às necessidades da política de educação especial”, conclui Camila.

Benefícios da musicoterapia

De acordo com estudos, a Musicoterapia oferece diversos benefícios para pessoas com deficiência, incluindo a melhoria da comunicação e expressão, o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras, e o estímulo do bem-estar emocional. A música pode atuar como uma ferramenta de comunicação não verbal, facilitando a interação social e a expressão de sentimentos em pessoas que podem ter dificuldades na comunicação verbal. Além disso, a Musicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento de habilidades como atenção, concentração e coordenação motora, além de promover o bem-estar emocional e reduzir o estresse e a ansiedade.

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