Arte em verde e vermelho com duas imagens. Na primeira imagem grande um homem de barba, moreno fala em um palco sendo observado por pessoas. Na foto menor, abaixo, um grupo de 20 pessoas, entre homens e mulheres estão sentados em um degrau de palco. Eles posam para a foto.
A Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) promoveu nesta quinta-feira (13/11) o I Encontro de Musicoterapeutas que atuam nos Caesps – Centro de Atendimento Educacional Especializado. O encontro foi um desdobramento do grupo de estudos "Musicoterapia na Educação Especial: Formação, Prática e Pesquisa", iniciado em junho, de forma online, e contou com a participação presencial e híbrida dos participantes vindos de diversos municípios catarinenses. Estiveram também presentes, pela FCEE, Fernanda Hermes, diretora de Ensino Pesquisa e Extensão (Depe), e Fernando Bueno, o Tuti, Coordenador do Centro de Educação Física e Cultura (Cefic)

O encontro constitui-se no encerramento do Grupo de Estudos com relatos de experiências profissionais dos participantes. Destaque para as experiências dos musicoterapeutas Braian Willian da Silva, das Apaes de São João Batista e Canelinha, e Wendel Marlos Martins, analista de sistemas, que atua na Apae de Navegantes.

Com experiência de mais de 15 anos em musicalização, Brian trabalha desde 2022 com musicoterapia. Ele destaca que o seu trabalho na Apae de São João Batista, usando a metodologia, está sendo transformador, já que tem auxiliado de forma significativa na melhoria da capacidade de expressão e comunicação dos seus alunos, em sua maioria com deficiência intelectual.

Wendel, por sua vez, falou de sua experiência em desenvolver uma prancheta tecnológica de comunicação alternativa – para ser usada em tablet – com valor de mercado mais acessível às pessoas. O dispositivo é constituído por ícones de imagens e sons de coisas do cotidiano que tem auxiliado a comunicação de educandos não verbais com deficiência intelectual.

Com base na ideia, e aproveitando todo o gosto das pessoas por internet e celular, Wendel desenvolveu um portal de terapia tecnológica, constituída por algumas terapias no campo da educação especial que, a exemplo da prancheta tecnológica, também tem ajudado na comunicação dos seus alunos.

Além da troca de experiências, os participantes do I Encontro de Musicoterapeutas que atuam nos Caesps participaram da oficina “A Prancha de Comunicação Aumentativa e Alternativa na Musicoterapia” (em parceria com o Centro de Referência em Tecnologia Assistiva - Certa) e uma vivência que abordou Musicoterapia e Saúde Mental, com a musicoterapeuta Cláudia Schaun Reis.
Ainda na programação os participantes foram contemplados com temas como Musicoterapia Neurológica e Assimilação por cores – Método RR.

A musicoterapeuta da FCEE, Camila Figueiredo, que esteve a frente da organização do encontro e do Grupo de estudos Musicoterapia na Educação Especial, destaca como “a música é uma ferramenta poderosa de inclusão, expressão e desenvolvimento da pessoa com deficiência”. “O trabalho dos musicoterapeutas é essencial para garantir práticas terapêuticas mais sensíveis e eficazes para essas pessoas”, diz.
Ela destaca ainda que encontro foi muito positivo, pois mostrou que a musicoterapia oferece inúmeros benefícios, entre os quais melhorias nos aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais, além de melhorar coordenação motora e da fala, estímulo da memória e da capacidade de expressão e comunicação das pessoas.

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