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Mesmo em meio à pandemia, 182 pessoas com deficiência foram encaminhadas pela FCEE ao mercado de trabalho formal ou contrato de aprendizagem em 2021.

O Serviço de Colocação no Mercado de Trabalho da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) realiza encaminhamentos de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho formal e contrato de aprendizagem por meio do Programa Inclusivo de Aprendizagem. Em 2021, 157 pessoas com deficiência foram encaminhadas ao trabalho formal e 25 para contratos de aprendizagem, em diversas áreas. 

Assista também o vídeo "A experiência do primeiro emprego para pessoas com deficiência" no Canal da da FCEE no YouTube. 

A presidente da FCEE, Janice Krasniak, enfatiza a diferença que esta experiência de trabalho fará no futuro profissional destes aprendizes.“Incentivar a autonomia e independência das pessoas com deficiência faz parte do processo de inclusão social. Apesar deste ter sido mais um ano atípico em função da pandemia, os resultados apresentados foram muito positivos”, orgulha-se Janice. 

Uma das parcerias bem-sucedidas foi firmada entre a FCEE, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a Polícia Militar de SC. “Hoje, a Fundação tem sete educandos em contrato de aprendizagem atuando no monitoramento das câmeras de segurança da PMSC, em Florianópolis, e mais oito estão sendo encaminhados para início nas próximas semanas. É uma parceria importante para todos, pois melhora a autoestima dos educandos, que aprendem uma nova atividade, enquanto a Polícia pode manter o foco dos policiais no trabalho preventivo e ostensivo de segurança pública”, ressalta Márcia Terezinha Miranda, coordenadora do Centro de Educação e Trabalho (CENET/FCEE).

Matheus da Rosa, educando da FCEE, de 23 anos, faz parte de um grupo de nove pessoas com deficiência que integram o serviço de vigilância das câmeras do Centro de Comando e Controle da PMSC. “É gratificante sentir que minha condição não me impede de viver a experiência do primeiro emprego, que contribui para a minha carreira profissional e para a minha vida. Vigio câmeras com imagens de vários locais da cidade, como o fluxo de entrada e saída do terminal, e acho importante sentir que faço parte como qualquer pessoa e contribuo realizando um excelente trabalho. Além disso, me sinto mais responsável, independente e motivado a ajudar mais, inclusive à minha família”, realiza-se.

Gilberto Soares, chefe do Centro do Comando e Controle da PMSC, elogiou a parceria e o desempenho dos educandos. “É gratificante ver jovens autistas, surdos ou com deficiência intelectual se sentindo inseridos e úteis à sociedade em que vivem, recebendo uma contrapartida pelo trabalho, que é muito bem realizado, por sinal. Pretendemos multiplicar os nove aprendizes que temos hoje”, emocionou-se.

Contrato de aprendizagem e Trabalho Formal

O Contrato de aprendizagem é um acordo de trabalho especial de dois anos que capacita o educando/aprendiz em nível profissional básico, no qual o CIEE fornece a formação teórica e a FCEE encaminha para uma empresa, a qual é orientada para oferecer o ensino prático das atividades a serem exercidas. Já o Trabalho Formal é a atividade registrada em carteira profissional, ofertada por empresa, em conformidade com as leis trabalhistas vigentes.

O CENET, na FCEE, avalia as habilidades das pessoas com deficiência que procuram os serviços, realiza oficinas de pré-qualificações, e prepara essas pessoas quanto à postura, currículo e documentação para ingresso no mercado de trabalho. Além disso, a Fundação orienta, acompanha, supervisiona e realiza esclarecimentos para instituições privadas e públicas com foco na inclusão profissional da pessoa com deficiência e na qualidade de sua permanência no trabalho.

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